Enquanto sociedade, temos a tendência de generalizar as piores características de algumas pessoas em situação de sem-abrigo para todos, atribuindo-lhes a história única de “preguiçosas”, “toxicodependentes/alcoólicas”, “doentes mentais”, entre outros.
Estes discursos desumanizam, despersonalizam e estigmatizam as pessoas que vivem na rua, perpetuando o problema destas pessoas em vulnerabilidade.
É importante ter em consideração que:
- É comum existir uma individualização excessiva do problema, quando um dos principais fatores explicativos da situação de vulnerabilidade de sem-abrigo é conjetural - a pobreza.
- O consumo de álcool e drogas ou problemas de saúde mental são, em percentagem significativa, consequências da vida na rua e da falta de suporte social.
- É importante reconhecermos a complexidade e heterogeneidade da vida na rua, para que possamos evitar as “histórias únicas” e adotar uma perceção humanizada das pessoas em situação de sem-abrigo. É premente eliminar os estigmas e construir uma sociedade mais inclusiva e acolhedora.
Para mais informações:
Aldeia, J. (2014). Para além do pecado e da doença: desconstruindo discursos sobre o fenómeno dos sem-abrigo. Sociologia On Line, 5-26. http://hdl.handle.net/10400.2/15955
Academia Portuguesa de Cinema [Suque Produções]. (2020, setembro 13). A Rua é uma Selva - A vida de um sem abrigo, nas ruas de Lisboa. #curtadocumentário [Vídeo]. YouTube. - Disponível aqui