Um acolhimento que dissipa a desorientação
A chegada a um país novo traz sempre desafios, especialmente quando não se domina a língua local. Filippo confessa que a sua primeira impressão foi de alguma desorientação por não conhecer o espaço nem o idioma, mas esse sentimento rapidamente deu lugar a uma integração plena. Graças aos "Welcome Days" e às atividades organizadas pela Faculdade, o estudante encontrou rapidamente o seu lugar entre outros alunos internacionais.Sobre os momentos mais marcantes desse início, Filippo recorda com especial carinho o convívio fora da sala de aula: “A experiência de que me lembro com mais carinho foi o terceiro dia dos Welcome Days, quando, juntamente com todos os outros estudantes, fomos à praia de Matosinhos para surfar o dia todo, jogar voleibol de praia e futebol na areia e, no final do dia, divertirmo-nos numa festa na praia ao pôr-do-sol.”
O desafio da prática e da língua
No plano académico, a transição da teoria para a prática foi muito positiva. Filippo destaca a disponibilidade dos docentes, que se mostraram incansáveis ao traduzir conteúdos para inglês sempre que necessário e ao acompanhar de perto o seu bem-estar. A unidade curricular de “Atenção e Perceção” foi a que mais o envolveu, não só pelo interesse dos professores no seu progresso, mas também pela oportunidade de trabalhar em grupo com estudantes de diferentes nacionalidades.Porto: A cidade das inúmeras experiências
Viver no Porto, eleito o melhor destino Erasmus de 2024, revelou-se uma escolha acertada. Filippo descreve uma cidade internacional e vibrante, onde a vida acontece tanto de dia como de noite. Esta vivência permitiu-lhe um profundo autoconhecimento e o desenvolvimento de competências para a vida.Questionado sobre o conselho que daria a quem hesita em estudar fora, Filippo é categórico: “Sair da zona de conforto é sempre benéfico: permite desafiarmo-nos e desenvolver competências transversais (soft skills) que serão úteis para o resto da vida. Viver sozinho durante seis meses numa cidade e num país que não conhecemos, com pessoas que nos são estranhas, é uma experiência que permite conhecer muita gente, mas acima de tudo, permite conhecer-nos verdadeiramente a nós próprios.”
Uma Palavra: “Mudança”
Aos 23 anos, o balanço desta jornada na FEP-UCP é de profunda evolução. Se tivesse de resumir estes meses numa única palavra, Filippo escolhe “Mudança”, afirmando que, de todas as experiências que viveu até hoje, esta foi a que mais o marcou. O estudante regressa agora a Itália com a bagagem cheia de memórias e a certeza de que o desafio de aprender numa língua e contexto diferentes foi um dos passos mais enriquecedores do seu percurso.