O início deste ano letivo significou para as comunidades educativas a assimilação de uma nova e condicionada realidade escolar, acarretando acrescidos desafios não só ao nível do paradigma educativo, da organização e funcionamento escolares, mas também ao nível do funcionamento socioemocional de alunos, professores e restantes agentes educativos.
Na teoria, a pandemia parece ter lançando uma excelente oportunidade para se repensar e encetar mudanças, há muito apregoadas pelos especialistas como prementes no campo da educação. Na prática, o confinamento que, de março a junho, empurrou alunos e professores para as salas virtuais, foi transferido em setembro para as salas de aula, condicionando bastante, ao que nos é possível apreender, a operacionalização desta oportunidade. Alunos, professores e famílias sabiam, antecipadamente, que este regresso à escola seria pautado por muitas mudanças, ainda que (in)constantes, perspetivando fazer face a esta realidade multidesafiante. Decisores políticos e líderes das escolas, por sua vez, em prol da máxima segurança e da prevenção da propagação pandémica, acresceram à sempre desafiante preparação do arranque de ano letivo, a árdua tarefa de definir e planificar, com base nas recomendações internacionais, muitas das mudanças. Nestas inclui-se novo mapeamento dos contextos escolares, operacionalizado num conjunto de sinaléticas que, quando logisticamente concretizável, conduzem, com distância de segurança, os alunos de cada turma a uma espécie de confinamento em sala de aula.
Leia o artigo na íntegra aqui.