Artigo de opinião de Patrícia Oliveira Silva, docente da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa.
A neurociência mostra que aprender transforma fisicamente o cérebro. Mas esse processo exige atenção, tempo, esforço e a coragem de errar. Num mundo cada vez mais rápido, vale a pena perguntar: estaremos ainda a dar tempo ao cérebro para aprender?
Mas a atenção, por si só, não chega. O cérebro também precisa de TEMPO. Aprender raramente é um processo instantâneo. Compreender uma ideia exige que o cérebro a explore, a relacione com aquilo que já sabe e a integre lentamente nas suas redes de conhecimento.