Artigo de Opinião por António M. Fonseca, docente da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa.
A complexidade da situação experimentada por uma larga franja de pessoas idosas que vivem nas suas residências desafia a forma como atualmente o SAD está pensado e é implementado.
Em Portugal, a existência de apoio domiciliário para pessoas idosas remonta ao final da década de 1970, muito embora só a partir do final da década de 1990 é que esta resposta social se tenha destacado no apoio à população mais velha.
De acordo com a Segurança Social, o Apoio Domiciliário consiste numa resposta social destinada à “prestação de cuidados e serviços a famílias e ou pessoas que se encontrem no seu domicílio, em situação de dependência física e ou psíquica e que não possam assegurar, temporária ou permanentemente, a satisfação das suas necessidades básicas e ou a realização das atividades instrumentais da vida diária, nem disponham de apoio familiar para o efeito”.